Investidor tetraplégico pede mais acessibilidade em plataformas de criptomoedas

Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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Um investidor de Bitcoin brasileiro que ficou tetraplégico em 2017, contou o que ele acredita que poderia ser melhorado em plataformas de criptomoedas.

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Descendente de índio, Eduardo Taquary contou ao Livecoins que sempre teve vontade de operar no mercado de criptomoedas. Quando sofreu uma lesão na medula, nas vértebras C4 e C6, ele acabou ficando tetraplégico.

Dois anos após seu problema, ele ganhou movimentos parciais no braço e utiliza seu smartphone para superar as limitações que sua doença o impôs. Determinado, ele acredita que não deve parar de estudar e tem buscado ganhar dinheiro com criptomoedas.

“Utilizo a tecnologia do sistema Android, para a acessibilidade, traduzir idiomas, aprender sobre o mercado de Bitcoin, aplicativo de audiobook para ouvir textos em PDF, etc.”

Com conhecimentos em técnico em informática, Eduardo conheceu o Bitcoin e seus fundamentos no hospital

Antes de todos os seus problemas, Eduardo conta que trabalhava como técnico de informática, onde adquiriu muita experiência no setor.

Com isso, surgiu nele a vontade de conhecer o Bitcoin, um assunto que ele via em rodas de conversa, mas devido à rotina atarefada e muitas viagens, momento que nunca teve tempo para se dedicar. Em 2017, contudo, ele afirma que isso mudou, quando ele sofreu uma lesão medular e passou internado no hospital por 4 meses.

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“Conheci em 2017, mas como eu viajava muito a trabalho, nunca tinha tempo. A paixão para entender como funciona toda a estrutura do Bitcoin começou na UTI do HGE onde fiquei 4 meses internado. Havia no hospital três fisioterapeutas do mercado financeiro, eles operavam em uma corretora da bolsa de valores, daí todos os dias a gente conversava sobre Bitcoin e mercado financeiro”.

Ele acredita que sua condição no hospital foi uma pausa na qual ele não poderia deixar de aproveitar para conhecer o Bitcoin. A reportagem, o investidor de Bitcoin brasileiro que ficou tetraplégico lembra que seu início com a moeda digital foi em meio a uma entubação com respirador, sondas e outros equipamentos.

“Minha família pagava um cuidador e toda vez que os cuidadores iam ficar comigo no hospital, eu colocava no YouTube para entender melhor como funcionava o Bitcoin”.

“Comunidade Bitcoin e Python têm semelhanças, ambas são fortes”

Como era um velho conhecido da área técnica de informática, já tendo contatos com a comunidade Python, por exemplo, lembra que levou ele gostar ainda mais do Bitcoin, que é uma moeda de código livre e descentralizada. Eduardo considera que ambas as comunidades são fortes.

Mesmo assim, sua relação com o mercado de Bitcoin atualmente é de operador, ele lembra que como não tem muitos recursos, optou por concentrar no day trade, utilizando os aplicativos da Binance e TradingView para operar.

Questionado sobre o que ele vê como um empecilho no uso dos aplicativos de negociação de criptomoedas que utiliza, ele declarou que o Zoom para ampliar gráficos e uma ferramenta de leitura de texto são detalhes simples que fazem falta.

Na opinião do investidor, essa área é muito promissora para jovens, que devem concentrar seus esforços para aprender sobre Bitcoin, blockchain, metaverso e tecnologia em geral. Ele fez questão de enviar uma mensagem para que outras pessoas também lutem para operar no mercado, independente das adversidades.

Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.