Presidente do STF e CNJ pede sistema com blockchain para preservação de provas digitais

Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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Ministro Edson Fachin assinou documento que pede estudo sobre o tema (Foto: Luiz Silveira/STF)
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O Ministro Edson Fachin, atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e consequentemente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), assinou um documento para criação de um grupo de trabalho que deve focar no estudo de preservação de provas digitais com segurança.

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Em uma das atividades, o grupo de trabalho criado deve avaliar a tecnologia do bitcoin, a blockchain, referência nos dias de hoje de segurança e imutabilidade de dados.

“Discutir o desenvolvimento de ferramenta tecnológica confiável e auditável (ex.: blockchain) ou outra solução tecnológica padronizada, com mecanismos criptográficos e registro imutável de operações, que permita acompanhar todo o ciclo de manipulação da prova digital, assegurando autenticidade e transparência“, diz trecho da Portaria da Presidência do CNJ nº 391/2025.

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Com a publicação da portaria na sexta-feira (7), quando Fachin reassumiu a presidência do CNJ após se ausentar para participar na COP30 e foi substituído pelo Ministro Alexandre de Moraes, ele indicou que planeja reformas com amplo uso de tecnologias.

Portaria assinada pelo presidente do STF e CNJ pede estudos com blockchain
Portaria assinada pelo presidente do STF e CNJ pede estudos com blockchain (Reprodução).

Veja mais sobre a portaria do CNJ que pretende estudar a blockchain na preservação de provas digitais

O GT, que será vinculado à Presidência do CNJ, tem como membros pessoas escolhidas pelo próprio Fachin. O grupo de trabalho agora terá 120 dias para realizar o levantamento de informações solicitadas e entregar seus resultados ao presidente, que deverá emitir um parecer final.

A lista dos participantes, além de Fachin, incluem as autoridades: Joel Ilan Paciornik (Ministro do Superior Tribunal de Justiça, que o presidirá); José Edivaldo Rocha Rotondano (Conselheiro do CNJ); Daniel Ribeiro Surdi de Avelar (Juiz Auxiliar do CNJ); Glaucio Roberto Brittes de Araujo (Juiz Auxiliar do CNJ); José Theodoro Corrêa de Carvalho (Promotor de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios, em exercício do cargo de Assessor de Apoio Interinstitucional do CNJ); Luiz Rodrigo Grochocki (Diretor-Geral da Polícia Científica do Paraná); Gisela Aguiar Wanderley (Juíza de Direito do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo); Raecler Baldresca (Juíza Federal e Professora de Direito Processual Penal); Dimitri Vasconcelos Wanderley (Juiz Auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça); Marta Cristina Cury Saad Gimenes (Advogada e Professora Doutora de Direito Processual Penal da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo); Ana Lara Camargo de Castro (Procuradora de Justiça do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul); Thiago Gontijo Vieira (Coordenador de Projetos e Instrumentos de Cooperação da Secretaria de Estratia e Projetos, que será responsável por secretariar as atividades do GT).

Por fim, vale lembrar que o grupo não conta com remuneração aos participantes, e custeio de viagens para pesquisas devem ser autorizadas previamente.

CNJ tem experiência com tecnologia e está em fase de testes com CriptoJud

De acordo com a última apuração do Livecoins sobre o sistema CriptoJud, similar ao Sisbajud para rastreio de valores em contas de devedores em processos, só que focado em criptomoedas, o sistema segue em fase de testes.

Assim, tudo indica que a justiça brasileira acelera o processo de adoção de tecnologias ligadas às criptomoedas, assim como suas infraestruturas, já entendendo sua relevância como padrão de segurança e imutabilidade.

MARCADO:
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.