Operação apreende R$ 1,8 milhão em Bitcoin durante investigação de corrupção na Fazenda de São Paulo

Bruno Costa
Bruno Costa
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura...
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MPSP realiza mais uma fase da Operação Ícaro (Foto/MPSP)
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O Ministério Público de São Paulo (MPSP), com apoio do Cyber Gaeco e Polícia Militar, deflagraram uma nova fase da Operação Ícaro que investiga um esquema de corrupção por servidores públicos da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.

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Na ação pela manhã da terça-feira (10), os agentes do Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos (GEDEC) conseguiram apreender R$ 1,8 milhão em bitcoin que estavam com suspeitos.

Na condução dos mandados judiciais, agentes também apreenderam aproximadamente 68 mil dólares e R$ 288 mil em espécie, disse o MP em nota.

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Esquema de corrupção sob investigação desde 2025

A nova operação é um desdobramento de outra iniciada em agosto de 2025. Assim, autoridades investigam a existência de um esquema envolvendo o pagamento de propina por parte de empresas, em troca de facilidades no ressarcimento de créditos fiscais de ICMS-ST, com prejuízo aos cofres públicos.

As diligências foram realizadas com o apoio do Cyber GAECO e da Polícia Militar, garantindo o cumprimento das medidas autorizadas pelo Poder Judiciário, bem como a preservação de provas consideradas relevantes para o avanço das investigações.

O material apreendido será submetido à perícia e análise financeira, a fim de esclarecer sua origem e eventual vinculação com os fatos investigados. O procedimento tramita sob sigilo, informou nota do MPSP.

Relembre Operação Ícaro que mirou dono da Ultrafarma e da Fastshop

Conforme notícia publicada pelo Livecoins em agosto de 2025, os donos das empresas Ultrafarma e Fastshop foram investigados por possíveis pagamentos de propina a servidores da Sefaz-SP.

Na ocasião, o MP informou que o esquema existe desde 2021, causando prejuízos milionários aos cofres públicos.

Segundo o MP, os empresários pagavam os auditores para que facilitassem o ressarcimento de créditos de ICMS junto à Sefaz-SP. Todas as empresas varejistas contribuintes têm direito ao ressarcimento, porém o procedimento é complexo e tem prazos longos.

A investigação descobriu que o auditor Artur Gomes da Silva Neto era o principal da operação, facilitando todo o processo. No caso dele, as autoridades indicam que uma empresa em nome da sua mãe, Kimio Mizukami da Silva, teve um salto patrimonial de R$ 411 mil em 2021 para mais de R$ 2 bilhões em 2023, se justificando no Imposto de Renda para a receita como “investimentos em criptomoedas”. Professora aposentada com 76 anos ela também foi convocada a prestar depoimentos para as autoridades.

A primeira fase da operação, vale lembrar, capturou R$ 10 milhões em bitcoin dos suspeitos, além de dinheiro em espécie de vários países.

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Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4).