Fundador da Forbes elogia bitcoin e critica bancos

Matheus Henrique
Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias...
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Essa atual crise financeira e o surto que a Covid-19 causou no mundo abriu os olhos de muitos sobre a fraqueza do sistema financeiro global. A ideia é que, com a economia enfraquecendo cada vez mais, o Bitcoin vai passar a ganhar mais valor como uma forma de proteção contra a crise. Recentemente, Steve Forbes, o fundador de uma das maiores companhias de jornalismo do mundo, afirmou que o Bitcoin ajuda a se proteger do controle do governo.

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Além disso, o bilionário também pediu para que mais investimentos e inovações sejam realizados em blockchain e na digitalização financeira.

A importante opinião foi dada durante uma entrevista realizada pelo Centro de Inteligência Natural e Artificial dos EUA (COSM na sigla original), no último fim de semana.

Durante essa entrevista, Forbes falou sobre as criptomoedas, a digitalização financeira e o futuro das moedas fiduciárias. O empresário possui a mesma visão que muitos outros grandes nomes do setor também possuem, que as atitudes dos bancos centrais atualmente serão prejudiciais para e economia.

O governo não vai mais conseguir brincar com o dinheiro povo

Steve Forbes durante a entrevista para a COSM.

Durante a entrevista, Steve Forbes afirmou que a blockchain e as criptomoedas são um “pedido de socorro tecnológico”, que está aqui para nos proteger da instabilidade financeira controlada pelos governos.

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No entanto, uma falha ainda mantém as criptomoedas de se tornarem esse porto seguro que muitos acredita que ela é: A volatilidade.

Esse é um ponto que muita gente já mencionou sobre o Bitcoin e o seu papel em todo o mundo como uma fonte de proteção e reserva de valor, que primeiro precisamos resolver o problema da volatilidade.

No entanto, uma vez que isso seja resolvido, o Bitcoin se tornará a proteção perfeita contra o controle excessivo do governo no setor financeiro.

“O Bitcoin teve a função de curto prazo de levar dinheiro para lugares como Venezuela e Síria, mas ainda não alcançou estabilidade.

Mas eventualmente ele vai alcançar essa estabilidade e quando fizer isso, os governos vão ficar muito bravos.

Isso porque eles não poderão mais brincar com o dinheiro do povo como faziam no passado.”

Em outro ponto da entrevista, Forbes falou sobre como os bancos com certeza vão tentar impedir o Bitcoin assim que ele começar a ganhar mais tração e a estabilidade que “falta” para alcançar seus principais objetivos.

“Eles vão tentar aniquilar o Bitcoin, assim como tentaram com o Uber e o Lyft, como tentaram com as empresas de crédito pessoal…mas no fim, a tecnologia vai prevalecer.”

Dinheiro infinito não é o problema

Quando a inflação atinge níveis históricos, o dinheiro fiduciário começa a não valer nada.
Para Steve, o dinheiro pode ser impresso em grande quantidade sem perder valor.

Para Forbes, a “impressão infinita” de dinheiro não é algo necessariamente ruim e a escassez do Bitcoin não é necessariamente algo bom. Durante a entrevista, Steve falou que os criadores do Bitcoin estavam errados em “acreditar que limitar o Bitcoin o tornaria valioso.”

“O que realmente cria valor é a confiança e o uso do Bitcoin, com pessoas dispostas a usá-lo como moeda de troca entre si”.

Forbes deu como exemplo o franco suíço, que tem uma grande quantidade de moedas disponíveis. Segundo ele, se você observar o tamanho da economia suíça e o suprimento de francos, você vai pensar “meu deus, a economia deles é tão ruim quanto a da Venezuela.”

No entanto, o Franco Suíço foi a moeda que mais manteve valor de compra desde o fim da Primeira Guerra Mundial, por causa de como eles criaram confiança em sua moeda.

“Se o dinheiro é muito raro, ele se torna um bloqueio para o comércio, você segura todo o dinheiro ao invés de usá-lo para compras, trocas e investimentos.”

Apesar de ser uma visão válida, afinal, o Bitcoin precisa circular para ser considerada uma moeda com caso de uso real, o Bitcoin tem o diferencial de ser divisível em muito mais casas decimais do que moedas fiduciárias.

Sendo assim, mesmo com a raridade das moedas, elas não se tornaram inacessíveis por causa da fragmentação diferenciada de cada unidade.

Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.
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