Google e Apple estão tentando matar o Bitcoin?

Andrea Torrente
Andrea Torrente
Jornalista italiano, no Brasil desde 2009. Já escreveu para Gazeta do Povo, Valor Econômico e outros veículos italianos e brasileiros.
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Google e Apple estão tentando matar o Bitcoin? Essa é a pergunta de um artigo publicado nessa semana pela revista americana Forbes, que lista algumas providências tomadas recentemente pelos gigantes da tecnologia contra a comunidade das criptomoedas e que levou muitos internautas a acusarem as duas empresas de censura.

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O último ataque de Google e Apple se deu contra o aplicativo Bitcoin Blast, que chegou a ser retirado do Google Play e da Apple Store, poucos dias depois de ter estreado nas duas lojas virtuais. Google motivou o banimento por suposta “prática enganosa”, enquanto a Apple informou que o app não respeitava as regras da loja virtual.

Após as reclamações de Daniel Rice, desenvolvedor do Bitcoin Blast, Google autorizou a volta do aplicativo ao Google Play. Já a Apple pediu que o app seja alterado para se adequar à política do seu “store”. Por enquanto não há previsão para que isso aconteça.

O Bitcoin Blast é um jogo, com mais de 25 mil avaliações e nota de 4.5 no Google Play, que permite que o usuário seja recompensado na criptomoeda.

Vale lembrar que, desde setembro de 2018, Google permite anúncios relacionados a criptomoedas em suas plataformas. Enquanto isso, outro gigante americano, o Facebook luta para tirar Libra, sua própria moeda virtual, do papel.

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Precedentes

Não é a primeira vez que as criptomoedas entram na mira dos gigantes do Vale do Silício. Em dezembro, o YouTube chegou a banir centenas de vídeos relacionados ao universo das criptomoedas. Um dia depois, o Google admitiu o erro (sem dar uma explicação detalhada), e reviu a decisão.

A iniciativa chamou atenção porque a medida atingiu apenas canais menores, poupando os com mais visualizações e inscritos. Vários internautas protestaram nas redes sociais e chegaram a sugerir um boicote contra o Google.

“Talvez esteja na hora de a comunidade #crypto lançar sua própria plataforma blockchain de mídia social resistente à censura”, escreveu no Twitter, Changpeng Zhao, fundador e CEO da corretora de criptomoedas Binance.

Youtube removendo canais sobre criptomoedas

Em dezembro, o Youtube, a maior plataforma de compartilhamento de vídeos do mundo começou a remover alguns vídeos relacionados a criptomoedas e bitcoin.

Vários Youtubers que produzem conteúdo sobre moedas digitais relataram que tiveram seus vídeos excluídos pela plataforma sem aviso prévio.

A gigante da tecnologia disse que esses vídeos  “violavam suas diretrizes de conteúdo”, sendo  “nocivos ou perigosos” ou como “venda de produtos regulamentados”.

Jornalista italiano, no Brasil desde 2009. Já escreveu para Gazeta do Povo, Valor Econômico e outros veículos italianos e brasileiros.
1 comentário
  • Reclamarem de ‘censura’ de duas empresas privadas, é tenso. O resto é papo de Libertário chorão sendo engolido pela própria filosofia/ideologia.

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